Semana passada foi a nossa última semana de trabalho no Japão. Nosso programa de intercâmbio com a Mitsui terminou na 6a feira (04/jul), quando fizemos a nossa apresentação final sobre tudo que aprendemos nessas 8 semanas, tanto do ponto de vista profissional, quanto tb cultural e pessoal.
No início da semana visitamos a Bridgestone, maior fabricante mundial de pneus. A empresa foi fundada em 1931 por Shojiro Ishibashi (como “Ishi” quer dizer “Pedra” e “Bashi” significa “Ponte”, com uma grande visão ele decidiu batizar a empresa japonesa com o nome que seria reconhecido mais tarde internacionalmente).
Em 1988, a Bridgestone adquiriu a norte-americana Firestone, tornando-se a maior no seu segmento de atuação, com venda líquida de US$ 30 Bi (dados de 2007) e 165 plantas em 25 países. A empresa tem hoje um market share de aproximadamente 18%, seguida pela francesa Michelin (que adquiriu a BF Goodrich) e pela norte-americana Goodyear, respectivamente as segunda e terceira maiores fabricantes de pneus no mundo.
Em 2007, a Bridgestone tornou-se a fornecedora exclusiva de pneus para as 11 equipes de Formula 1.
A Vale é uma grande cliente da Bridgestone, já que a fabricante, junto com a Michelin, são as únicas que produzem os maiores pneus fora-de-estrada (atualmente o maior é o R63). Esses pneus são usados nos caminhões fora-de-estrada que as mineradoras utilizam para extrair o minério de ferro e outros metais das minas, transportando-os até os pátios aonde serão carregados nos trens e depois nos navios.
Para vocês terem uma idéia dos valores envolvidos nesse negócio, cada “pneuzinho” desse custa aproximadamente US$ 25 mil! A vida útil de um pneu fora-de-estrada varia de acordo com as condições do local (clima, solo, etc) aonde será utilizado, mas normalmente gira em torno de 9 a 18 meses. Cada caminhão fora-de-estrada usa 6 pneus de uma só vez, uma mina como a de Carajás tem sozinha mais de 100 “caminhõezinhos” desses, então vcs podem calcular o valor gasto apenas com pneus...
Na 2a feira (30/jun) de manhã tivemos uma aula sobre pneus com o Sr. Honda, da Mitsui Packaging Co. (subsidiária da Mitsui) e que trabalhou a sua vida toda na Bridgestone. À tarde visitamos a sede da empresa em Tokyo. Depois, pegamos um vôo para Fukuoka, na ilha de Kyushu, no Sul do Japão.
Na 3a feira (01/jul), pegamos o Shinkansen e viajamos até a cidade de Shimonoseki, aonde está localizada a maior planta da Bridgestone (em termos de capacidade) para produção dos pneus fora-de-estrada.
A planta da Bridgestone em Shimonoseki, com capacidade para produzir cerca de 300 pneus fora-de-estrada por dia, é a maior da empresa. Essa produção equivale a 57.500 pneus para carros de passageiros (se utilizarmos a medida equivalente de tonelada de borracha).
Esse é o maior pneu fora-de-estrada produzido atualmente no mundo. Reparem nas medidas: 59/80R63!
Na 4a e 5a feira tivemos dias livres para poder fechar a apresentação final. Consegui fechar tudo na 4a feira e aproveitei a 5a feira para descansar e passear pela última vez em Tokyo (visitei o Edo Museum, que ainda não tinha conhecido).
Na 5a feira (03/jul) à noite, a divisão de Minério de Ferro da Mitsui nos convidou para um jantar de despedida na churrascaria brasileira Barbacoa, seguido do programa preferido dos japoneses...
Na foto acima, os 7 participantes do programa de intercâmbio da Vale com a equipe de Minério de Ferro da Mitsui e o Gerente Geral, Sr. Hashimoto, agachado no centro.
“I can see clearly now the rain is gone”...

No início da semana visitamos a Bridgestone, maior fabricante mundial de pneus. A empresa foi fundada em 1931 por Shojiro Ishibashi (como “Ishi” quer dizer “Pedra” e “Bashi” significa “Ponte”, com uma grande visão ele decidiu batizar a empresa japonesa com o nome que seria reconhecido mais tarde internacionalmente).
Em 1988, a Bridgestone adquiriu a norte-americana Firestone, tornando-se a maior no seu segmento de atuação, com venda líquida de US$ 30 Bi (dados de 2007) e 165 plantas em 25 países. A empresa tem hoje um market share de aproximadamente 18%, seguida pela francesa Michelin (que adquiriu a BF Goodrich) e pela norte-americana Goodyear, respectivamente as segunda e terceira maiores fabricantes de pneus no mundo.
Em 2007, a Bridgestone tornou-se a fornecedora exclusiva de pneus para as 11 equipes de Formula 1.
A Vale é uma grande cliente da Bridgestone, já que a fabricante, junto com a Michelin, são as únicas que produzem os maiores pneus fora-de-estrada (atualmente o maior é o R63). Esses pneus são usados nos caminhões fora-de-estrada que as mineradoras utilizam para extrair o minério de ferro e outros metais das minas, transportando-os até os pátios aonde serão carregados nos trens e depois nos navios.
Para vocês terem uma idéia dos valores envolvidos nesse negócio, cada “pneuzinho” desse custa aproximadamente US$ 25 mil! A vida útil de um pneu fora-de-estrada varia de acordo com as condições do local (clima, solo, etc) aonde será utilizado, mas normalmente gira em torno de 9 a 18 meses. Cada caminhão fora-de-estrada usa 6 pneus de uma só vez, uma mina como a de Carajás tem sozinha mais de 100 “caminhõezinhos” desses, então vcs podem calcular o valor gasto apenas com pneus...
Na 2a feira (30/jun) de manhã tivemos uma aula sobre pneus com o Sr. Honda, da Mitsui Packaging Co. (subsidiária da Mitsui) e que trabalhou a sua vida toda na Bridgestone. À tarde visitamos a sede da empresa em Tokyo. Depois, pegamos um vôo para Fukuoka, na ilha de Kyushu, no Sul do Japão.
Na 3a feira (01/jul), pegamos o Shinkansen e viajamos até a cidade de Shimonoseki, aonde está localizada a maior planta da Bridgestone (em termos de capacidade) para produção dos pneus fora-de-estrada.
Na 4a e 5a feira tivemos dias livres para poder fechar a apresentação final. Consegui fechar tudo na 4a feira e aproveitei a 5a feira para descansar e passear pela última vez em Tokyo (visitei o Edo Museum, que ainda não tinha conhecido).
Na 5a feira (03/jul) à noite, a divisão de Minério de Ferro da Mitsui nos convidou para um jantar de despedida na churrascaria brasileira Barbacoa, seguido do programa preferido dos japoneses...
Depois de muita cerveja, sake, shochu, etc, já estava todo mundo muito feliz!
Um comentário:
Fala Christiano!!
Parabéns pelo Blog, ficou muito bom!
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