Na 5a feira (26/jun) visitamos a planta da Toshiba em Fuchu, a maior entre todas as plantas da empresa. Fundada em 1875 através da fusão entre as empresas Tokyo Electric e Shibaura Industries (de quem herdou o nome, através da junção das iniciais), a Toshiba é uma das maiores do mundo no seu segmento. Com vendas de US$ 60,3 Bi e lucro líquido de US$ 1,2 Bi (dados de 2007), a empresa possui cerca de 191 mil funcionários.
Na planta de Fuchu são produzidos os sistemas para motores elétricos que abastecem boa parte dos trens do Japão e do mundo, como o trem-bala.
O consórcio japonês, liderado pela Mitsui (com participação da Toshiba, Kawasaki e Mitsubishi), vai participar dessa concorrência. Além desse consórcio, outros fortes candidatos são os consórcios alemão (liderados pela Siemens) e francês (esses liderados pela Alstom).
Na 6a feira (27/jun) a divisão de Transportes apresentou alguns projetos que eles estão coordenando, como um nova ferrovia que está sendo construída na Arábia Saudita e o trem-bala de Taiwan, que foi inaugurado no ano passado (janeiro de 2007) e cujo consórcio vencedor foi o mesmo liderado pela Mitsui e que deverá participar da concessão do tem-bala RJ-SP. Esse projeto consumiu investimentos de cerca de US$ 15 Bi para interligar a capital Taipei até a cidade de Kachsiung, um trecho de 345 km (a tarifa cobrada é de apenas US$ 45).
Algumas pessoas dizem que o nosso trem-bala terá que ser, na verdade, à prova de bala... Eu sou um otimista por natureza. Tenho confiança de que dentro de alguns anos (talvez 1 década, ou 2, dependendo em grande parte da vontade política, pois interesse da iniciativa privada não falta), teremos uma ótima infra-estrutura de transportes no nosso país, podendo contar com as mesmas facilidades e comodidades que os japoneses e muitos outros países no mundo já têm, e não precisando ficar na mão das poucas empresas aéreas que existem por aí hoje. Precisamos todos nós, brasileiros, trabalhar para isso!
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