quinta-feira, 3 de julho de 2008

A montanha sagrada

No último final de semana resolvi viajar sozinho para Koya-san (Monte Koya). Para chegar até Koya-san, peguei primeiro o Shinkansen (cerca de 2h) até Osaka, depois um metrô até a estação de Namba e um trem local até Gokurakubashi (é necessário trocar de estação em Hashimoto). A partir de Gokurakubashi, peguei um funicular até o topo da montanha (cerca de 1.000 metros acima do nível do mar) e depois um ônibus para chegar ao Centro da cidade.

Koya-san foi fundada por um monge chamado Kukai no início do século IX (816 DC). Após retornar de uma viagem de 2 anos para a China em 804 DC (quando tinha 31 anos de idade), aonde estudou sobre Budismo com o mestre Keika na antiga cidade de Chang’an (atual Xi’an, antiga capital da China), Kukai retornou ao Japão com o objetivo de disseminar a escola Shingon pelo país, se instalando em Koya-san.

Após a sua morte em 835 DC (aos 61 anos de idade), Kukai passou a ser conhecido pelo nome de Kobodaishi. Acredita-se que ele não esteja morto, mas sim em eterna meditação, na caverna de Okunoin.

O cemitério de Okonoin, com mais de 200 mil túmulos de pedra, é talvez o mais importante do Japão, aonde estão enterradas importantes personalidades da história do país, entre eles Kobodaishi, fundador da escola Shingon.

Torodo (“Hall das Lanternas”), em frente ao túmulo de Kobodaishi, aonde milhares de lanternas estão acesas em sua homenagem. Duas dessas lanternas (uma delas doada pelo imperador Shirakawa) estão acesas há mais de mil anos.

Fiquei hospedado num shukubo, um dos 53 templos que oferece hospedagem, dentre os 117 existentes em Koya-san. A primeira foto foi tirada na entrada do shukubo aonde fiquei hospedado, chamado Eko-in. Na segunda foto, eu provando o saquê local durante jantar com comida tradicional vegetariana, chamada de shojin-ryori, preparada sem a utilização de carne, peixe, cebola ou alho (o jantar foi servido às 5:30 pm).

Na manhã seguinte, acordei às 6 am para os serviços matinais. Acima, a cerimônia do fogo (devia ser umas 7 am quando eu tirei essa foto).

O templo Kongobuji, o mais importante de Koya-san, é o centro da escola Shingo, que conta com mais de 4 mil templos espalhados pelo Japão e pelo mundo. Numa das salas desse templo ocorreu uma cerimônia de seppuku, cometida por Toyotomi Hidetsugu. A foto acima é do jardim de pedras, que com 2.349 m2 é o maior de todo o Japão.

Nas fotos acima o complexo de templos de Koya-san, com a torre de pagode Konpon-Daito, de 48,5m de altura, no detalhe.

Esse é o mausoléu do shogun Ieyasu Tokugawa, que após vencer a batalha de Sekigahara em 1600 DC conseguiu unificar o país. A família Tokugawa permaneceu no poder até a Restauração Meiji, em 1868 DC. À esquerda (não aparece nessa foto) está o mausoléu (simétrico) do seu filho, Hidetada Tokugawa.

SAYONARA!

3 comentários:

Anônimo disse...

Gracinha! Só você para escrever isso tudo! Parabéns pelo blog, está excelente. Você vai continuar escrevendo nas férias?
Saudades
Bjs da sua "cabecinha"

cinara disse...

So pra nao perder o costume, este eh meu ultimo post do Japao!! Continua atualizando nas ferias pra eu poder comentar! Valeu por tudo, foi mto divertido! SUGOIIIII!!!! bjs

Unknown disse...

Aí brow, demais a parada... as fotos estão demais, valeu... Estou acompanhando.
Abraço